Graphias Casa da Gravura expõe Mar e Mata de Angela Leite

quarta-feira 20 de Março de 2013, por Angela Leite
palavras-chave: angela leite; exposição; mar; mata; meio ambiente; xilogravura

Tamanduá LauraGravuras recentes e marcos das quatro décadas de carreira da artista plástica Angela Leite compõem a exposição "Mar e Mata", que será aberta no próximo sábado, 23 de março, na Graphias Casa da Gravura.

A exposição, que permanece na Graphias até 25 de maio, destaca o olhar militante e apaixonado de Angela voltado à fauna e à flora brasileiras, combinado com um rigor quase científico presente em suas obras.

Angela Leite, formada em Filosofia pela USP, dedica-se desde 1968 à arte em estreita ligação com o meio ambiente. Os 45 anos de carreira geraram duas centenas de xilogravuras e desenhos com foco na fauna e na flora do Brasil.

Para ampliar o diálogo entre expressão e rigor científico que marca sua obra, ela recorre a pesquisadores e à literatura especializada, além de se dedicar à observação dos animais em seu hábitat ou em cativeiro. Com isso, constrói um trabalho elogiado tanto por críticos de arte como por estudiosos do ramo da biologia.

A artista desenvolve atividades de sensibilização às questões da natureza com escolas e instituições. Participa de campanhas de entidades como a União em Defesa da Natureza e a Rede Nacional pró Unidades de Conservação e é membro-fundador da União em Defesa das Baleias. Ministra, também, cursos de xilogravura combinados ao conteúdo ambiental e de sustentabilidade. 

O conjunto de obras produzido por Angela em sua carreira foi exibido ao público em mais de 200 mostras e reconhecido com nove premiações no circuito nacional além do R.H.J. Hintelmann Kunstpreis, em Munique, Alemanha. As criações de Angela foram expostas em mostra individual na Embaixada Brasileira em Washington e mereceram uma sala especial no Dronninglund Kunstcenter, na Dinamarca. 

Foi consultora e escreveu a apresentação de três volumes da coleção Brasileirinhos, do poeta Lalau e da ilustradora Laurabeatriz. Também publicou textos de temática ambiental em jornais e revistas como IstoÉ, Veja, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Shopping News. Na televisão, gravou para Repórter Eco, da TV Cultura, e para o Animal Planet.

Desenvolveu, por fim, diversos produtos com a temática ambiental junto a ONGS, empresas e outras instituições, a exemplo das dezenas de camisetas e cartões-postais em defesa do meio ambiente, toalhas para a Santista Têxtil e a coleção de louças lançada no final de 2012.

Exposição: Mar e Mata
Artista: Angela Leite
Abertura 23/03 - horário: das 11h às 15 h
Período da exposição: de 23 de março a 25 de maio de 2013
Visitação: terça a sexta  das 11h às 18h | sábado das 11h às 15h

Graphias Casa da Gravura
Rua Joaquim Távora 1605
Vila Mariana
São Paulo – SP
graphias@terra.com.br
www.graphias.com.br

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Angela Leite exibe baleias e golfinhos na Gravura Brasileira

quinta-feira 09 de Agosto de 2012, por Antonio Biondi e Pedro Biondi
palavras-chave: ameaçadas; angela leite; baleias; cetáceos; exposição; extinção; meio ambiente; xilogravura

Convite exposição Angela Leite - Navegantes por Natureza

Exposição individual Navegantes por Natureza leva xilogravuras recentes à galeria paulistana. Inauguração é na terça-feira, 14 de agosto.

A partir do dia 14 de agosto, terça-feira da próxima semana, as xilogravuras de Angela Leite estarão expostas em mostra individual na galeria Gravura Brasileira, em São Paulo.

A exposição traz novo registro da excelência artística da artista plástica, caracterizada pela combinação entre um rigor quase científico e um olhar militante e apaixonado no retrato da fauna e da flora brasileiras.

Desta vez, Angela optou por enfatizar os quadros de baleias, golfinhos, tucuxis, toninhas, uiaras e outros cetáceos que habitam as águas (mares e rios) do país, bem como de outras nações e continentes. Ela explica que todas as espécies retratadas na exposição se situam em algum grau de ameaça, sendo que algumas se encontram criticamente ameaçadas, pois foram caçadas quase até a extinção.

A artista acrescenta que, nas décadas de 1980 e 90, o Brasil teve papel crucial no combate à caça das baleias e que, atualmente, “na surdina, caçadores de baleia tramam o retorno colossal da caça, insistindo em argumentos como o da crise  financeira e o do crescimento populacional de alguns grupos localizados”. Decorre dessa conjuntura – e da busca por sensibilizar seus conterrâneos – a escolha temática da nova mostra.

O visitante será convidado a navegar por 18 xilogravuras, relacionadas sobretudo a trabalhos recentes, mas também representativas de suas quatro décadas de carreira. O conjunto inclui dois trabalhos inéditos. No mesmo dia 14, a Gravura Brasileira inaugura a exposição Bem-Casados, em que o curador Hugo Fortes agrupará em pares artistas dos Estados Unidos, do Chile e do Brasil a partir das relações de suas poéticas. Ambas as mostras permanecerão abertas à visitação até 15 de setembro.

Trajetória

Nascida em 1950 no Rio de Janeiro, Angela se dedica desde 1968 à arte em estreita ligação com o meio ambiente. Participou de cerca de 200 salões e exposições nacionais e internacionais e recebeu prêmios no país e no exterior. A militância também se dá por meio de palestras, oficinas, artigos e entrevistas em defesa da fauna e da flora.

“Maravilhosamente adaptadas à vida aquática, como um produto extraordinário da evolução orgânica, todas grandes e algumas imensas, as baleias por séculos foram vítimas da ganância humana e várias delas levadas ao limiar da extinção total”, registra Ibsen de Gusmão Câmara, um dos maiores especialistas em cetáceos do Brasil, pioneiro na defesa da vida marinha no país. “A artista plástica Angela Leite há décadas estuda-as com minúcia e dedica-se a divulgá-las e protegê-las através de sua arte insuperável.”

O jornalista ambiental Washington Novaes destaca que “Angela Leite é apaixonada pela natureza – tudo que está vivo na água, no ar, na terra. Por isso, com seu olhar agudo e seu entalhe privilegiado, vai perpetuando na madeira e no papel todas essas formas vivas, em todos os ambientes – tal como faz agora com as baleias”. Para Novaes, “É um privilégio sermos seus contemporâneos e termos diante de nós sua obra”.

Ao longo da carreira, Angela Leite trabalhou sobretudo com a gravura em madeira. Realizou também diversos desenhos com lápis de cor e com nanquim. A artista recorre a pesquisadores e à literatura especializada, além de se dedicar à exaustiva observação dos animais em seu hábitat ou em cativeiro. Os cetáceos marcam sua obra especialmente a partir da década de 1980, quando a defesa da vida dos grandes mamíferos marinhos torna-se um dos pilares do seu trabalho.

Navegantes por Natureza
Abertura: 14/08 às 19h (terça-feira)
Exposição: De 15/08 a 15/09, das 10h às 18h (de 2ª a 6ª) e das 11h às 13h (aos sábados)
Galeria Gravura Brasileira (www.gravurabrasileira.com)
Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes, São Paulo/SP
Informações: (11) 3624.0301 / 3624.9193

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Angela Leite realiza 'Oficina das Palmeiras' no SP Estampa 2012

domingo 08 de Abril de 2012, por Angela Leite
palavras-chave: Angela Leite; curso; jerivá; juçara; oficina; palmeiras; SP Estampa; workshop; xilogravura

No mês de maio, a artista plástica Angela Leite oferecerá um workshop sobre xilogravura e duas espécies de palmeiras nativas do Brasil - jerivá e juçara. O curso, que combinará conceitos e práticas de arte e educação ambiental, integra a programação do SP Estampa 2012.

Confira abaixo todas as informações sobre o curso. E participe!

WORKSHOP DE XILOGRAVURA “OFICINA DAS PALMEIRAS”

ARTISTA RESPONSÁVEL: ANGELA LEITE

LOCAL: ATELIER ANGELA LEITE

PERÍODO: De 5 a 12 de maio de 2012

INTRODUÇÃO

O curso compreende atividades de campo com enfoque em palmeiras, especificamente o Jerivá e a Juçara, e trabalhos de xilogravura no atelier da Angela Leite.

Com mais de 200 espécies nativas, o Brasil já foi chamado de "Terra das Palmeiras" pelos Tupi. Essas árvores admiráveis (ditas "Príncipes" enquanto ordem botânica) e seus cocais estão associadas a diversas paisagens: veredas, praias paradisíacas, os mais áridos sertões, matas sempre úmidas, o cerrado em suas muitas variantes.

Além de fornecer alimento a inúmeros animais, elas têm lugar central no paisagismo. Estão presentes em ruas, praças, canteiros, jardins e praças  à beira-mar ou interior adentro mesmo em São Paulo, a cidade mais edificada do país.

Para nossas atividades, cada participante elegerá uma das duas espécies nativas, o Jerivá ou a Juçara,  que marcam presença no espaço paulistano, representativas de sua natureza original, onde os viçosos cerradinhos dos campos de Piratininga eram margeados por ilhas de Mata Atlântica.

A 1ª opção é o exuberante Jerivá (Syagrus romanzoffiana), "Queen palm" para os de fora, que caiu no gosto dos jardineiros da cidade e continua a dispensar coquinhos em profusão para a fauna urbana remanescente, durante todo o verão.

A 2ª opção é a elegante Juçara (Euterpe edulis), famosa pelo excelente palmito-doce, alvo de preocupação e defesa dos ambientalistas, que alertam para o consumo responsável e destacam seu papel de fruteira generosa para um sem-número de consumidores silvestres, de março a junho.

ARTE E CIDADANIA

É mais fácil lutar pelo conhecido, o próximo, o familiar. No mais particular encontramos o mais universal.

O método da Oficina sugere um estudo das espécies, objeto dos trabalhos, e de sua circunstância ambiental.

Tomaremos as palmeiras como tema. Presença da mata ou do cerradinho primitivo, replantadas em seu espaço próprio, marcam um princípio de regeneração da natureza que suaviza a hostilidade da concretude urbana. Alguns exemplares da megalópolis serão oferecidos como protagonistas, em bairros distintos, promovendo, assim, a convivência do aluno com sua palmeira de eleição, primeiro passo para o engajamento na recuperação do ambiente paulistano.

OBJETIVO

As duas espécies, objeto dos estudos, serão o centro de nossa atenção. A convivência individual com a palmeira adotada trará como resultado final, ao participante do workshop, sua imagem em xilogravura, coroamento da experiência proposta.

ATIVIDADES DE CAMPO

Contato com as palmeiras: A observação minuciosa é o primeiro passo. Dimensionamento, sensações, fotos, cheiro, folhas e casca caídas no chão são o material principal do projeto. Mais de uma visita pode gerar resultados surpreendentes; em horários distintos, ainda melhor.

Pesquisa particular a respeito da espécie escolhida será recomendada para o aprofundamento da experiência. Farta bibliografia poderá ser consultada em bibliotecas públicas ou no próprio atelier da artista, em proporções mais modestas.

Contato com xilogravuras: Exame do trabalho em madeira de gravadores experientes em museus, livros e galerias é atividade muito recomendada para que o iniciante reconheça a linguagem desta técnica. Na Galeria Gravura Brasileira está disponível um leque variado de xilogravuras, autores e técnicas.

ATIVIDADES NO ATELIER DA ARTISTA

O atelier estará repleto de matrizes da autora, com suas respectivas impressões, servindo como material de pesquisa para os participantes. 

As atividades no atelier serão realizadas em 4 encontros:

1º encontro (abertura da oficina para todos os participantes): Introdução ao mundo da xilogravura e à vida das palmeiras na visão de Angela Leite.

2° encontro: Avaliação do projeto no papel e a qualidade do lixamento do pequeno taco. Serão exemplificados, para os alunos, rudimentos de cortes de xilogravura com as ferramentas disponíveis.

3° encontro: Conclusão dos trabalhos na matriz de madeira, gravados pelos aluno. E apreciação pelos colegas, resultando em estímulo para próximos projetos.

4° encontro (encerramento da Oficina para todos os participantes): Demonstração do processo de impressão de matrizes de Palmeiras gravadas, tanto pela artista, quanto pelos alunos, com o apoio do impressor João de Góis Caldas.

CONCLUSÃO

Os trabalhos gerados em xilogravura serão todos voltados para o tema e modelo da oficina. Acreditamos que a observação, envolvimento, materialização e o conhecimento são a maneira mais segura de adotar uma espécie e preservá-la.

A permanência do Jerivá e da Juçara, presentes no ecosistema natural da cidade, devolve a ela qualidades que lhe são próprias.

As safras copiosas de coquinhos amarelos ou pretos, respectivamente, podem trazer de volta e manter toda a gama de seres vivos (de insetos polinizadores a grandes mamíferos) que marcaram presença um dia neste planalto.

Suas grandes palmas, sempre balançantes, prestam-se a arejar a atmosfera carregada da cidade atual.

A própria visão destes leques ao vento, tão destoantes do cimento e fuligem, muito barulho e pouca cor que cobriram os capins-cheirosas dos primeiros tempos, desafiam o espectador a alistar-se no pequeno exército que acredita ter nas próprias mãos o remédio para o planeta.

PÚBLICO ALVO:  Artistas, pessoas interessadas em xilogravura, cidadãos preocupados com meio ambiente.

INFORMAÇÕES SOBRE O LOCAL DO CURSO: ATELIER ANGELA LEITE

Rua Heitor de Souza Pinheiro, 300,  Super Quadra Morumbi, CEP 05750-230, São Paulo, SP

HORÁRIO: Estão previstas duas turmas, à opção dos participantes.

Turma da tarde:
- 5 de maio (sábado), das 15 às 19h – abertura
- 9 e 11 de maio (4a e 6a), das 14 às 17 horas
- 12 de maio (sábado), das 17 às 20 horas – encerramento

Turma da noite:
- 5 de maio (sábado), das 15 às 19h – abertura
- 8 e 10 da maio (3a e 5a), das 19 às 22 horas
- 12 de maio (sábado), das 17 às 20 horas – encerramento

NUMERO MÁXIMO DE PARTICIPANTES POR TURMA: 5

PREÇO: R$ 400,00 (material não incluso, a ser providenciado pelos participantes)

MATERIAL A SER PROVIDENCIADO PELOS PARTICIPANTES:
-
Um pequeno pedaço de madeira (+ ou - 10 x 10 cm ou 20 X 20), tomando a precaução de usar espécies plantadas para comércio, de uso liberado.
-
Lixas de quatro espessuras (gramatura de 80, 100, 150 e 220, por exemplo), que serão utilizadas pelo aluno para lixar a madeira no sentido do fio, da lixa mais grossa até a mais fina, obtendo-se uma superfície homogênea e sedosa.
-
Um estojo de xilogravura, à venda na Casa do Artista, entre outras lojas, deverá ser adquirido para o trabalho de cada aluno.
-
Algumas folhas próprias para impressão de xilografia (papel de arroz).

PARA INSCRIÇÕES OU MAIS INFORMAÇÕES ENTRAR EM CONTATO COM ANGELA LEITE.
(11) 8542-3042 ou (11) 3743-7567
angelaleite.gravura@uol.com.br
www.angelaleite.com.br

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Angela Leite realiza oficina de xilogravura no ‘SP Estampa’

domingo 01 de de 2011, por Antonio Biondi
palavras-chave: angela leite; animais; arte; biodiversidade; curso; desenho; ecologia; fauna; flora; meio ambiente; SP Estampa; xilogravura

A artista plástica Angela Leite realiza, de 10 a 14 de maio, o curso de xilogravura “Oficina do Jatobá”. A oficina integra a programação do SP Estampa, iniciativa capitaneada pela galeria Gravura Brasileira (www.cantogravura.com.br).

No curso oferecido por Angela Leite, os participantes desenvolverão noções de observação, sensibilidade, ilustração e produção de xilogravura, tendo como objeto o Jatobá, umas das árvores mais imponentes e importantes de nossa flora. Parte das atividades será realizada junto aos espécimes do Jatobá existentes na cidade, além de outros momentos no atelier da artista.

Natural de treze Estados do país (incluído o DF), presente em várias formações florestais, o Jatobá pode atingir 25 metros de altura e 120 cm de diâmetro. Polinizado por morcegos e beija-flores em horários díspares, atrai abelhas de mel valioso, como já indica seu nome popular: Jataíba, que significa árvore da abelha nativa Jataí.

Segundo a artista, o Jatobá “fornece seus pesados frutos para pacas, cutias e muitos macacos, além do consumo humano. A medicina popular encontra nele usos diversos. A feição, porém, que mais se destaca é a volumosa imagem a atravessar gerações, acolhendo a todos com sombra generosa”. Por outro lado, Angela se indaga: “apesar de tão vigorosa presença, quantos paulistanos passam sob sua copa espaçosa, sem ao menos admirar-lhe o garbo?”.

Conceito: Arte e Cidadania


A partir da escolha do Jatobá como tema, o curso de xilogravura pretende trabalhar, ao mesmo tempo, aspectos de Arte e Cidadania. Exemplares urbanos da árvore serão escolhidos como protagonistas, em bairros distintos. Alguns espécimes são pré-sugeridos pela artista, como o da Av. Angélica, abaixo da Rua Baronesa de Itu; o imenso indivíduo da casa da dona Iaiá (espaço ligado à Universidade de São Paulo); dois pés plantados no Instituto de Botânica da USP (na Cidade Universitária) e outras árvores que poderão ser selecionadas como modelo, em diálogo com a organizadora do curso.

Descrição do projeto

O curso conta com treze vagas, sendo formado pelas seguintes etapas:

1) Preparação individual
 
A observação minuciosa é o primeiro passo. Dimensionamento, sensações, fotos, cheiro, folhas e cascas caídas no chão são o material principal do projeto. Mais de uma visita pode ser surpreendente; em horários distintos, ainda melhor. Não veremos suas flores que fenecem até o fim de fevereiro, nem os frutos na árvore, pois só estarão maduros a partir de junho  na cidade. Pesquisa  particular a respeito da espécie será recomendada para o aprofundamento da experiência.

Um pequeno pedaço de madeira (entre 10 x 10 cm ou 20 X 20 cm) será providenciado por cada participante, com a precaução de não serem usadas espécies nativas.

Lixas de quatro espessuras deverão ser providenciadas pelos participantes (gramatura de 80, 100, 150 e 220, por exemplo), lixando-se a madeira no sentido do fio, da lixa mais grossa até a mais fina, obtendo-se uma superfície homogênea e sedosa.

Um estojo de xilogravura, disponível na Casa do Artista, entre outras lojas, deverá ser adquirido para o trabalho de cada aluno.

2) Acompanhamento da artista

Nos dias 10 e 13 de maio, três horas no período da tarde (das 14h às 17h) serão usadas para o desenvolvimento dos trabalhos, no atelier da artista. A conclusão do curso será no dia 14, sábado (das 11h às 15h), no mesmo local.

No atelier, os participantes poderão conhecer as dezenas de matrizes de obras da autora, com suas respectivas impressões, e tomá-las como material de pesquisa e apoio para seus trabalhos.

·    O dia 10 (terça-feira) terá como objetivos centrais a avaliação do projeto no papel (desenho) e o lixamento do pequeno taco; além de noções básicas da técnica de xilogravura.

·    No dia 13, sexta, o objetivo principal do encontro com a artista será a conclusão das xilos.

·    No sábado, dia 14, haverá a impressão demonstrativa de uma matriz de árvore gravada pela artista.

Conclusão

Para Angela, “a observação, envolvimento, materialização e conhecimento são a maneira mais segura de adotar uma espécie e preservá-la”. O Jatobá é considerado espécie ameaçada de extinção no Estado de São Paulo. Portanto, “seu cultivo deve ser estimulado, e sua derrubada é crime”, alerta a artista.

Angela Leite ressalta que “a presença imponente do Jatobá na capital paulista é prova estimulante de que podemos conviver com criaturas  magníficas  desafiando o caos desumano da  grande cidade e nos certificando de que além, bem além do transtorno do rush, muitos outros Jatobás dividem o espaço na paz das florestas que ainda nos aguardam”.


Mais informações

Título: "OFICINA DO JATOBÁ" – Curso de xilogravura e cidadania ambiental, integrante da programação do SP Estampa

Organização: Angela Leite (xilogravadora)

Contatos para dúvidas ou inscrições:
angelaleite.gravura@uol.com.br / (11) 8542-3042 ou 3743-7567

Local: ATELIER ANGELA LEITE (e pesquisa de campo na cidade de SP)
Rua Heitor de Souza Pinheiro, 300, Super Quadra Morumbi

Datas das atividades no atelier:
dias 10, 13 e 14 de maio de 2011

Horários:

·    Dia 10, terça-feira: das 14h às 17h
·    Dia 13, sexta-feira: das 14h às 17h
·    Dia 14, sábado: das 11h às 15h

Custo: R$ 150,00 (material não incluso, deverá ser adquirido pelo participante)

Número de participantes:
13 vagas

Público-alvo: artistas, pessoas interessadas em xilogravura, cidadãos preocupados com o meio ambiente.

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Exposição na USP é prorrogada até quarta, 10

quarta-feira 03 de Junho de 2009, por Pedro
palavras-chave: arte; artes plásticas; biologia; brasil; desenho; ecologia; fauna; flora; gravura; meio ambiente; natureza; usp; xilogravura

Foi prorrogada até a quarta-feira, 10, a mostra “Trilha Natural Brasileira”. Nela, a artista plástica Angela Leite usa os elementos que caracterizam sua obra – excelência artística combinada a um rigor quase científico e a um olhar militante – para conduzir o visitante a um passeio por entre espécies de nossa fauna e nossa flora.

São 23 desenhos recentes e inéditos, a nanquim, a maioria em preto e branco. E 37 xilogravuras, representativas de suas quatro décadas de carreira (como esta ao lado – "Mocó", de 2007).

A exposição está no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em evento emblemático do crescente trabalho conjunto desenvolvido pela artista e pesquisadores da área. Na segunda-feira, 8, a artista estará no local das 17 às 22 horas para conversar com os visitantes sobre seu processo de trabalho.

Nascida em 1950 no Rio de Janeiro, Angela se dedica desde 1968 à arte em estreita ligação com o meio ambiente. Participou de cerca de 200 salões e exposições nacionais e internacionais e recebeu prêmios no país e no exterior. A militância também se dá por meio de palestras, oficinas, artigos e entrevistas em defesa da fauna e da flora, em especial as brasileiras.

“Angela pesquisa intensamente sobre seus objetos de trabalho, buscando a opinião de zoólogos, botânicos e ecólogos para dar mais vida a suas obras”, comenta o professor Miguel Trefaut, do Departamento de Zoologia do IB-USP. “Torna-as, assim, flagrantes instantâneos de cenas naturais de nossa rica biodiversidade”.

Outros depoimentos e análises sobre a obra e o engajamento da artista – entre eles, de Olívio Tavares de Araújo, Ibsen de Gusmão Câmara, Álvaro Machado, Carlos Von Schmidt, Aloysio Biondi, Antonio Carlos Abdalla, Olney Krüse e Paulo Vanzolini – podem ser conferidos neste site.

"Trilha Natural Brasileira" - de 27 de maio a 10 de junho. Entrada é gratuita. Aberta das 9 à 22 horas, de segunda a sexta.

Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo - Cidade Universitária

Rua do Matão, 277, Departamento de Botânica, Edifício André Dreyfus

Informações: (11) 3091-7543

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Gravuras em destaque no Terra Magazine

quarta-feira 04 de Março de 2009, por Pedro
palavras-chave: angela leite; arte; artes plásticas; gravura; meio ambiente; naturalistas; spix; von martius; xilogravura

O trabalho de Angela Leite foi tema, recentemente, de matéria na página eletrônica Terra Magazine. No texto, o jornalista Aloisio Milani destaca a resistência ao tempo como uma linha-mestra da obra de Angela. Nas xilogravuras ela imortaliza as espécies retratadas, segundo a leitura de Milani.

Angela afirma que a ênfase na gravura em madeira não se deu por acaso: “É interessante pensar que a técnica é capaz de reproduzir em grande quantidade o número de obras. Você multiplica a imagem da espécie que está perdendo indivíduos”.

Ela também comenta a pesquisa em torno de uma lagoa descrita pelos naturalistas alemães Carl von Martius e Johann Baptiste Spix em território brasileiro. E identifica a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, em 1972, em Estocolmo, na Suécia, como um marco na difusão do debate sobre a preservação ambiental.

O texto pode ser lido no endereço http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3604453-EI6581,00.html

 

 

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Exposições Angela Leite esta semana em SP

quarta-feira 03 de Dezembro de 2008, por Angela Leite
palavras-chave: final de ano; angela; exposição; meio ambiente; xilogravura

Olá, amigas e amigos, como vamos de fim de ano?

Gostaria de convidá-los para as duas exposições que faço esta semana em São Paulo.

A primeira acontece no Centro Cultural do Instituto Butantan (Av. Vital Brasil, 1.500), por ocasião da X Reunião Científica Anual do Butantan. A exposição vai de 4ª a 6ª (3 a 5 de dezembro) e fica aberta à visitação das 9h às 16h30 (estarei lá das 11h às 16h na 4ª e 6ª).

A outra exposição acontece na 5ª (4 de dezembro) no Café Colon (Rua Alagoas, 555, ao lado da Pça. Buenos Aires) e a visitação vai das 11h às 18h. Neste dia, ficarei o tempo todo no Café Colon.

Se por um lado o convite chega um pouco em cima da hora, vale dizer que as exposições foram agendadas esses dias mesmo. E sempre é tempo de nos reencontrarmos - ainda mais nessa época do ano, não? Aguardo vocês, acompanhada dos meus bichos e árvores, das minhas gravuras, camisetas e cartões.

Qualquer coisa, me escrevam.

Um grande abraço e felicidades,

Angela

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Fauna e flora em exposição permanente

quinta-feira 18 de Setembro de 2008, por Pedro Biondi
palavras-chave: Angela Leite; arte; baleias; ecologia; fauna e flora brasileiras; meio ambiente; preservação; site; xilogravura

Xilogravuras e desenhos presentes no site de Angela Leite traduzem quatro décadas de arte em defesa do meio ambiente

A artista plástica Angela Leite passa a ter sua obra disponível na internet. Na página www.angelaleite.com.br estão reunidas quase 200 gravuras e desenhos, frutos de quatro décadas voltadas à arte e à defesa do meio ambiente.

<!--[if !supportEmptyParas]-->No site, onças, borboletas e papagaios de todos os naipes circulam entre jequitibás, cedros e variadas palmeiras, enquanto baleias, golfinhos e tartarugas-marinhas experimentam o oceano. <!--[endif]-->

Ali também estão depoimentos e textos críticos sobre a obra e o engajamento da artista. Entre eles, de Ibsen de Gusmão Câmara, Álvaro Machado, Carlos Von Schmidt, Antonio Carlos Abdalla e Aloysio Biondi (confira alguns ao final destas páginas).

Em seus 40 anos de carreira, Angela Leite trabalhou sobretudo com a xilogravura, a gravura em madeira. Realizou também diversos desenhos com lápis de cor e com nanquim. Para ampliar o diálogo entre arte e rigor científico que marca sua obra, ela recorre a pesquisadores e à literatura especializada, além de dedicar-se à exaustiva observação dos animais em seu hábitat ou em cativeiro. As árvores passaram a fazer parte de sua obra em 1996.

“Liberado das imposições da função descritiva e documentária, o desenho de bichos pode adquirir uma nova dimensão, humana e participante”, anotou o zoólogo Paulo Vanzolini, sobre a obra da artista. “A forma despojada e íntegra, o detalhe extremamente bem dosado, a compreensão da identidade do animal, contribuem para que seja transmitido um sentido da unidade fundamental de tudo o que vive, não apenas conceitual e filosófico, mas também com limpa emoção.” O crítico Olívio Tavares de Araújo destaca “um desenho seguro” e “um corte impecável”, e conclui: “Angela consegue jogar majestosa e claramente seus bichos no espaço”.

O modo de trabalhar e a militância

“Meu ofício vira arte quando traduz claramente expressões de espécies distintas”, analisa Angela Leite. No seu dizer, a imagem ideal é o flagrante de um momento da vida de um indivíduo de uma determinada espécie, que traduz o modo de ser daquele bicho. “Quando isso acontece, o espectador é conduzido para perto do ser retratado e tem despertada a sensibilidade necessária para viver alegrias remotas. Veredas distantes dialogam, a gravura teve sucesso e eu sinto que cumpri minha missão.”

<!--[if !supportEmptyParas]-->Nascida em 1950 no Rio de Janeiro, ela se dedica desde 1968 à arte em defesa do meio ambiente. A militância também se dá por meio de palestras, oficinas, artigos e entrevistas em defesa da fauna e da flora, em especial as brasileiras. <!--[endif]-->

<!--[if !supportEmptyParas]-->Angela colaborou com textos de temática ambiental em jornais e revistas como IstoÉ, Veja, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Shopping News. Na televisão, gravou para Repórter ECO, da TV Cultura, e Animal Planet, do Discovery Channel. <!--[endif]-->

A artista desenvolve atividades de conscientização e sensibilização às questões da natureza com escolas públicas e particulares. Realizou diversas parcerias com instituições e empresas em iniciativas conservacionistas ou de enfoque ambiental – <!--[if !supportEmptyParas]-->a exemplo da Universidade de São Paulo, Embrapa, Senac, Sesc, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Santista Têxtil e Artex. <!--[endif]-->

Participa e promove doações a campanhas de entidades como a União em Defesa da Natureza e a Rede Pró-Unidades de Conservação. É membro-fundador da União em Defesa das Baleias, entidade que teve participação fundamental na proibição da caça aos cetáceos nos mares brasileiros, conquistada na década de 1980.

Trajetória artística

<!--[if !supportEmptyParas]-->Presente em mais de 200 mostras e detentora de prêmios em salões e exposições, a artista exibiu seus trabalhos em mostra individual na Embaixada Brasileira em Washington, Estados Unidos, em 1991, e mereceu uma sala especial no Dronninglund Kunstcenter, na Dinamarca, em 1990. Também recebeu nove premiações no circuito nacional e o R.H.J. Hintelmann Kunstpreis de 1997, no Museu da Coleção Zoológica de Munique, Alemanha. <!--[endif]-->

Em 1992, realizou exposição individual no Rio de Janeiro, dentro da programação de eventos paralelos à ECO-92. Ao longo de sua carreira, participou de dez mostras de abordagem ecológica. Suas criações estiveram presentes em 18 individuais, quatro delas fora do Brasil: San José (Costa Rica), Assunção (Paraguai) e as já citadas. Em mais de 60 mostras coletivas estaduais, nacionais e internacionais, estas em Taipé (Taiwan), Nova Iorque (EUA) e Ourense (Espanha), além de Munique. Angela expôs ainda em 30 coletivas em galerias e ateliês.

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Ao lado das gravuras e dos desenhos, a página reúne textos da autora – reflexões e crônicas sobre os bichos e árvores desenhados, bem como artigos opinativos. As reproduções são acompanhadas de nome científico e distribuição das espécies.

O internauta também pode conhecer e encomendar camisetas e cartões que trazem trabalhos de Angela – são, respectivamente, 52 e 63 diferentes imagens.

A página foi construída por Antonio Biondi (organização) e Renato de Almeida Prado (design e organização – www.rdeap.com.br) e pela empresa Factorweb (programação – www.factorweb.com.br), com a colaboração de pesquisadores, fotógrafos, artistas, amigos e parentes.

Contato para entrevistas e mais informações

Antonio Biondi
(5511) 3743-7567 / (5511) 7488-5449
angelaleite.gravura@uol.com.br


O olhar dos críticos <!--[endif]-->

Suas centenas de obras espalhadas pelo mundo – e possíveis pela reprodução de seus múltiplos – são um constante manifesto e um alerta a milhares de pessoas que contemplam seus trabalhos, e têm avivadas suas consciências pelo produto de uma paixão pela Arte que é, assim, meio e suporte para sua batalha contínua e pacífica em defesa das bandeiras ecológicas.
Antonio Carlos Abdalla, 2006

Seus temas refletem preocupações ecológicas e suas representações de alguns animais – em especial a baleia jubarte – tornaram-se uma espécie de marca registrada na gravura brasileira, um “clássico”, assim como a vaga no instante da arrebentação na gravura japonesa, guardadas as proporções.
Álvaro Machado, 2004

Esse universo plástico, essencialmente humano e selvagem, é desvendado nessa exposição (“Seleção Natural”) delicada, rigorosa e detalhista, num trabalho de mensagem ecológica correto e de memória gráfica de primeiro nível. Uma arte que vem da alma sincera e brasileira da artista – que deve merecer apoio total do público.
Luiz Ernesto Kawall, 2004

Liberado das imposições da função descritiva e documentária, o desenho de bichos pode adquirir uma nova dimensão, humana e participante. A forma despojada e íntegra, o detalhe extremamente bem dosado, a compreensão da identidade do animal, contribuem para que seja transmitido um sentido da unidade fundamental de tudo o que vive, não apenas conceitual e filosófico, mas também com limpa emoção. É no que reflete um zoólogo contemplando os bichos de Angela Leite.
Paulo Vanzolini, 1994

É para mim particularmente grato testemunhar o fato que de que a artista plástica Angela Leite tem dedicado seus dons artísticos à defesa da natureza brasileira, divulgando em excelentes trabalhos nossos animais sob ameaça de extinção.
Ibsen Gusmão Câmara, 1993

Em seus desenhos, como na xilogravura, Angela Leite exibe uma arte na qual a obsessão é mostrar os bichos que defende não através de um viés mórbido, como vítimas de extermínio. Angela Leite prefere exaltá-los, mostrá-los como exemplos de vida bem sucedida – e, por isso mesmo, a ser preservada.
Aloysio Biondi, 1992

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Seus animais de pelo e pena não têm (aleluia!) o rigor estático dos desenhos científicos, mas o movimento do amor e da liberdade. Ela não falseia nada. Fica fiel à realidade. Só que vai mais longe e flagra os animais no momento do amor e da alegria de viver. Não é arrivista e nem oportunista. Desenha seus (nossos) animais desde 1968, quando a palavra ECOLOGIA não existia nas bocas brasileiras.
Olney Krüse, 1988

Acredito que dos gravadores brasileiros que se dedicam à xilo, Angela Leite é a que está mais próxima da trilha percorrida por Goeldi. Suas gravuras possuem a mesma força que encontramos na do mestre. Angela Leite sabe como Goeldi, tirar da madeira, do papel, do branco e do preto, mundos de sensações inéditas.
Carlos Von Schmidt, 1984

Servida por um desenho seguro e por um corte impecável, Angela consegue jogar majestosa e claramente seus bichos no espaço. O clima do conjunto ressuscita algo da vocação e tradição narrativas da xilogravura, que desde a Idade Média serve por excelência à ilustração. E é sempre clara e direta em suas intenções.
Olívio Tavares de Araújo, 1984


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